3 – Aprender a viver juntos,
aprender a viver com os outros –
O maior
desafio da educação de hoje em dia é a que este pilar representa. A história
humana sempre foi conflituosa. A opinião pública, através dos meios de
comunicação social, torna-se observadora impotente e até refém dos que criam ou
mantêm conflitos.
É de louvar a
ideia de ensinar a não-violência na escola, já que a tendência internacional é
dar prioridade ao espírito de competição e ao sucesso individual. Se existirem
projetos e objetivos comuns, os preconceitos e a hostilidade latente podem
desaparecer e dar lugar a modos pacíficos de cooperação e até a laços de
amizade.
Desenvolver
uma atitude de empatia, na escola, é muito útil para os comportamentos sociais
ao longo da vida. Os professores que por dogmatismo, ou insegurança, cortam a
curiosidade ou o espírito crítico dos seus alunos, em vez de os desenvolver,
são certamente mais prejudiciais do que úteis.
Em jeito
pessoal: a conflituosidade entre as crianças é crescente e palpável desde
os primeiros anos de escolaridade. A rivalidade e a competição entre alunos são
inquietantes. São perdidos diariamente largos minutos efetivos de aula na
mediação de conflitos, na orientação dos alunos para que sigam as suas ideias e
saibam dizer que não ou que sim, para que sejam capazes de ser crianças seguras
sem medo da diferença. Creio que este espírito vem de casa… das diferentes
rivalidades e competições sociais e familiares. Na conjuntura atual é preciso
transmitir aos jovens que é necessário um grande investimento pessoal e
competir por altas classificações que lhes permitam encaminhar a sua vida
futura. Há sempre uma forma positiva de o fazer mas nunca fácil.
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